Regulamento Interno

O Regulamento Interno da Casa de Acolhimento Convívio Jovem define as regras de funcionamento, convivência, segurança e bem-estar que orientam a vida diária de todas as crianças e jovens acolhidos. 
Este documento foi elaborado de acordo com a legislação em vigor, integrando as orientações técnicas e éticas aplicáveis ao acolhimento residencial. 
Aqui apresentamos um dos principais pontos do Regulamento.
Direitos das crianças e jovens

Na Casa de Acolhimento Convívio Jovem, cada criança/jovem tem direito a: 

Ser tratada com respeito, dignidade e igualdade. 

Viver em segurança e num ambiente estável e acolhedor. 

Ver garantidos os seus cuidados básicos: alimentação, higiene, saúde e bem-estar. 

Ser ouvida nas decisões que dizem respeito à sua vida. 

Manter contacto com a família, sempre que previsto e adequado. 

Ter acesso à educação, atividades culturais, recreativas e desportivas. 

Receber apoio emocional e psicológico sempre que necessário. 

Ver protegida a sua privacidade, imagem e informação pessoal.

Deveres e responsabilidades

Todos os jovens têm deveres que contribuem para um ambiente harmonioso e seguro: 

Respeitar os profissionais, colegas e espaços da Casa. 

Cumprir as regras de convivência e funcionamento. 

Zelar pelos bens pessoais e comuns. 

Participar nas rotinas e tarefas adequadas à idade. 

Frequentar a escola ou formação. 

Adotar comportamentos seguros para si e para os outros.

Acolhimento e integração

Quando um jovem chega à Casa: 

É recebido pela equipa, que explica o funcionamento da Casa e apresenta o espaço. 

É criado um Plano Individual de Intervenção (PII) com base nas suas necessidades, características e objetivos. 

São descritas as rotinas, regras essenciais, horários, direitos e contactos úteis.

Funcionamento da vida diária

Para promover segurança e estabilidade, a Casa organiza-se com base em: 

Rotinas claras (horários de acordar, refeições, estudo, descanso, lazer). 

Participação em tarefas adequadas à idade para desenvolver autonomia. 

Atividades estruturadas que favorecem competências sociais, escolares e pessoais. 

Um ambiente previsível que ajuda à regulação emocional.

Visitas, contactos e relação com a família

Sempre que definido pela medida de promoção e proteção, os jovens têm direito a: 

Manter contacto regular com a família. 

Realizar visitas acompanhadas ou autónomas, conforme a situação. 

Utilizar equipamentos de comunicação e tecnológicos (computador/telemóvel) de forma 

responsável. 

A equipa técnica articula com os serviços competentes para garantir que os contactos 

decorrem de forma segura.

Saúde, segurança e bem-estar

A Casa assegura: 

Acompanhamento médico, psicológico e de enfermagem sempre que necessário. 

Administração de medicação conforme prescrição. 

Registo e comunicação de situações de risco. 

Normas de higiene, limpeza e segurança física. 

Protocolos internos de prevenção e atuação em emergência.

Educação e formação

A escolaridade é obrigatória e acompanhada de perto pela equipa: 

Articulação com a escola, professores e serviços educativos. 

Acompanhamento do estudo. 

Suporte em dificuldades de aprendizagem. 

Promoção da participação em atividades extracurriculares, culturais e desportivas.

Participação e expressão de opinião

Os jovens têm direito a: 

Participar em reuniões e momentos destinados à sua expressão. 

Sugerir mudanças, fazer pedidos e apresentar opiniões. 

Fazer reclamações, queixas ou comentários de forma reservada e segura. 

Ser informados sobre decisões relevantes de forma clara e adaptada à idade.

Gestão de comportamentos

A Casa privilegia uma abordagem educativa e relacional, rejeitando práticas punitivas 

Os comportamentos são trabalhados através de: 

diálogo 

compreensão emocional 

consequências educativas proporcionais 

reforço positivo 

reconstrução de estratégias de segurança e autorregulação

Privacidade e confidencialidade

A informação pessoal, clínica, familiar e escolar de cada jovem é protegida. 

 Qualquer partilha é feita apenas quando necessária e sempre de acordo com a legislação.

Saída da Casa

Quando chega o momento de saída: 

é preparado um plano de desligamento 

é articulada a continuidade de acompanhamento 

são trabalhadas competências de autonomia 

é feita a transição para a família, nova resposta ou vida independente